Lá estava ela,ainda criança, olhando o calendário. Contava os dias que ainda faltavam para chegar a tão esperada noite, a noite de natal. Era uma alegria pra ela escrever uma carta para o papai noel, montar o presépio com sua mãe, enfeitar a casa com luzinhas , montar a árvore sem esquecer nenhum detalhe e escutar belas canções natalinas. Então a meia noite chegava, seu coração disparava, ficava feliz, não via a hora de dar um abraço apertado em cada pessoa de sua família, receber o presente que tanto havia esperado e colocar o menino Jesus na mangedoura. O natal, quando ela era criança, era feito de sonhos, de desejos, de encanto. Na sua cabeça,essa data era repleta de brilho, de alegria e imaginação. Quando cresceu, sua noção do que é o natal foi mudando. Aos poucos deixou de lado toda essa magia e de aguardar tão ansiosamente o dia 25. Percebeu de como o real sentido do natal não era tão lembrado, pois a maioria das pessoas estavam ocupadas comprando presentes, fazendo uma bela ceia e dando uma grande festa, sendo que o real motivo da festa era, na maioria das vezes, esquecido. Ela percebeu que no fim, quem acabava ganhando com tudo isso eram as empresas, o comércio e que o natal passou a ser visto como uma época de aquecimento do mercado, uma época em que tínhamos que presentear de maneira material as pessoas e se possivel com produtos caros. Assim, percebeu que os valores do natal acabaram sendo jogados a segundo plano,escondidos por debaixo dos panetones e das longas listas de presentes. Mas apesar de tudo,até hoje, ela ainda fica feliz nessa época, não pelos presentes, pela ceia ou mesmo por todas essas tradições natalinas, mas por ser uma forma que as pessoas encontraram de dizer o quanto são especiais umas para as outras, uma forma de juntar a família, que nem sempre está por perto, de celebrar a alegria e de lembrar, principalmente, que nessa data nasceu alguém que mudaria o rumo de toda a humanidade, alguém que mostraria o verdadeiro significado da palavra AMOR. Desejo não só um feliz natal à todos, mas um natal com um pouco da magia e da alegria de quando éramos crianças...
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
Consumo,logo existo
Eis a definição dada pelo dicionario. O ser humano gosta disso, de consumir, de ter, de se satisfazer com o material. Há uma grande diferença entre consumismo e consumo. O consumismo é comprar produtos e serviços sem necessidade e consciência,de maneira compulsiva, descontrolada, se deixando influenciar pelo marketing das empresas. Já o consumidor compra produtos necessários para sua vida,para o seu bem-estar. Fomos manipulados a pensar assim,como consumistas,achando que nossa felicidade depende mais do que possuímos do que vivenciamos. O governo busca uma economia saudável, crescente e em ascenção, mas o preço cobrado por isso são individuos “doentes”,que perderam sua capacidade de perceber o que é realmente necessário para viver. Esse tipo de padrão que temos hoje, só contribui para que as pessoas percam sua essência e deixem de explorar seus dons, de se preocupar com o seu crescimento individual. Crianças passam a perder uma parte de sua infância, pois são bombardeadas por propagandas na TV que as fazem querer consumir cada vez mais e mais cedo. Elas são o foco da mídia, pois se manipularmos uma criança, ela provavelmente vai ser um adulto consumista e assim podemos continuar o ciclo, gerando mais lucros, fazendo crescer a economia. É assim que vivemos, fomos induzidos a pensar assim, a pensar que temos que ter tudo o que nos é oferecido, a pensar que para ter um bem-estar precisamos ter aparelhos de ultima geração, que a melhor forma de nos destacar é ter coisas que impressionem, um carro que atraia olhares, uma casa que chame a atenção. Aprendemos a tratar tudo de maneira descartável e não só as coisas como as pessoas também. Aprendemos que muitos dos nossos problemas podem ser superados se comprarmos coisas que nos façam sentir melhores, que melhorem nossa auto-estima. Por conta de tudo isso que aprendemos nos tornamos vazios, ficamos entretidos nessa ânsia pelo consumo enquanto nos deixamos de lado, fugimos de nós mesmos, perdemos nossa identidade.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Sentir primeiro, pensar depois
Às vezes acho difícil me relacionar com pessoas, isso é fato. Me sinto livre, e quando a gente é livre pra pensar, pra agir, para ter uma vida independente fica difícil se relacionar,como todos os casais do mundo fazem. Talvez meu padrão de relacionamento seja outro, algo mais sincero, sem esconder suas vontades, agir como se quer de verdade. Não se sentir dono ou dona de alguém,não querer ter uma relação movida a aparências e nem querer ter uma relação de satisfação mútua de egoísmo. E como é dificil alguém que tenha essa concepção de relacionamento. Muitos se preocupam em TER um relacionamento. Ter no sentido de possuir, de ter algo para falar que é SEU, ter alguém que não te faça sentir sozinho no mundo. Me preocupo em SER, simplemente. Em viver uma relação que consigamos crescer juntos, que consigamos ser nós mesmos juntos ou separados. Que o amor seja algo natural, sem posses, sem tantos ciúmes. Que consigamos ter dois mundos compartilhados e não um mundo só feitos de duas pessoas que não tem mais independência, que não pensam por si só. Mas às vezes não vejo uma saída, pois o excesso de liberdade nos machuca e possessividade demais nos consome.
Chego a uma conclusão de que o amor sempre vai doer um pouco,só vai variar na intensidade. Se realmente amamos a pessoa de verdade, por mais livres que possamos ser, sempre haverá um pouco de ciúme, a dor da saudade, o aperto no peito quando se decepcionar e a vontade de tê-lo todo dia a seu lado,mesmo isso não sendo possível.
Se você realmente ama, você fará quase tudo por ele, vai ficar feliz em vê-lo feliz também, e vai saber a hora de dizer adeus quando não está dando mais certo.Vai sentir a pessoa perto mesmo estando a quilômetros de distância. Vai se alegrar com suas conquistas, se sentir completo e feliz por ter alguém que tanto ama do seu lado e não amparado por alguém só para não se sentir sozinho. Vai ver que a vida faz mais sentido quando se tem alguém especial para amar, alguém que cresça junto com você e que te faz ver o mundo de outra maneira. Vai perceber que os melhores momentos vão ser com essa pessoa, pois ela vai te entender melhor do que qualquer outra e vai te fazer sentir diferente,te fazer sentir melhor. No fim, o amor é algo muito bom, algo que nos modifica,nos faz bem, pena que não consigamos explicar e muito menos definir, mas temos o privilégio de simplesmente poder sentir e isso já basta...
quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
Mais um na multidão...
Você nasce, cresce, aprende a falar,a andar, enfim, começa a aprender como viver. Experimenta uma vida livre, sem obrigações ,compromissos e problemas para resolver,só se preocupa em viver. Depois você fica "adulto" e começa a vir pressões de todos os lados.Precisa escolher um curso , falar varias linguas, fazer informática,precisa se destacar, ficar sempre atarefado,manter-se ocupado. Depois de todas essas forças externas, você escolhe uma faculdade,não importa se você gosta ou não de estudar,você precisa.Passa anos aprendendo, se dedicando e quando vê, já se formou. Logo passa na sua cabeça: "UFA,consegui". Mas afinal, o que você conseguiu? Depois de anos se preparando, adquirindo conhecimento, técnicas,aprendizado, você consegue um emprego em uma empresa, de médio à grande porte. Fica feliz, conta para todo mundo e não vê a hora de colocar todo o seu conhecimento em prática. Mas depois de um tempo vai percebendo que você está doando parte da sua vida, do seu tempo e das suas habilidades para o LUCRO de poucas pessoas, que no caso não é você.Que está se tornando uma máquina,como tantas outras que existem por ai e deixando as pessoas de lado.Você passa horas do dia cumprindo metas, fazendo hora extra,ganhando dinheiro e trabalhando mais pela satisfação do TER do que do SER. E você começa a analisar se tudo isso realmente vale a pena e como o sistema não te deixa muitas alternativas de sobrevivência.Percebe que a época em que foi mais feliz foi quando era LIVRE de tudo isso, quando não precisava fazer as coisas por obrigação, quando ria a toa, não tinha tantos problemas e sua única atividade era simplesmente VIVER.
Por isso, não podemos nos definir pela nossa profissão,emprego ou por meros cargos.Temos que ser reconhecidos por quem SOMOS, pelas nossas qualidades ou defeitos, por nossos dons, pela nossa capacidade de amar e se doar às pessoas.
Não se preocupe mais. Não se preocupe com que vai trabalhar e aonde. Vá vivendo a cada dia,amando o quanto puder e não deixando seu tempo preenchido só com tarefas, compromissos e estudos. Se preocupe em deixar um tempo pra você,pra que você possa se conhecer a cada dia e não esquecer de quem realmente é, pois se não sabemos o que pensamos, do que gostamos e do que somos capazes de fazer, somos só mais um na multidão, que pensa de maneira coletiva, não tendo assim sua opinião!
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